segunda-feira, 28 de março de 2005

A CAIXA

Encontrei, bem lá no fundo da estante, a caixa que faltava arrumar e que contém os meus segredos.
Segredos?
São apenas papéis sem importância – cartões de parabéns, as raras cartas que a minha madrinha me escreveu, frases copiadas de livros emprestados, com anotações escritas à pressa para transformar depois num texto…
Enfim, coisas que os outros consideram ninharias, mas que para mim, são tão preciosos como um poema de Pablo Neruda!
No meio desses papéis, encontrei uma fotografia de um grupo de pessoas que conheci num “Breakfast Club” – o “Club” do Instituto Wall Street, que funcionava aos sábados de manhã.
Diverti-me imenso nesses “Breakfasts” – encontrei pessoas interessantes, vivas, divertidas e com estilos de vida e ideias variados.
Foi aí que reformulei muitas coisas que tinha aceite como verdade, impostas pela vida familiar e participava activamente nas saídas em grupo, quer se tratasse de um jantar ou de um simples passeio de barco.
Aprendi também a rir e a participar com gosto das brincadeiras, dos comentários ditos com um humor e com uma inteligência bem estruturada.
Sem serem, necessariamente grosseiros!
Ou com insinuações sexuais!
Porque, embora sexo seja um tema interessante, que nos faz vibrar, só nos diz respeito; faz parte da nossa intimidade!
E, às vezes, as pessoas transformam-no em algo grotesco, violento, arrepiante mesmo!

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