quinta-feira, 17 de março de 2005

RIR COM GOSTO

Ontem, ri-me verdadeiramente, com gosto, com prazer!
Um riso vindo lá do fundo, que fez acelerar a pulsação e fluir o sangue mais depressa, e a capa pesada e grossa que me cobria os olhos desapareceu, sem qualquer explicação.
E tudo porque a minha mãe disse que não entendia porque é que consideravam o chocolate como afrodisíaco.
Pobre da minha mãe, para quem o tempo corria com segurança e se sente agora desamparada, deslocada!
Não deixa de ter razão – vivemos rápido demais, queremos tudo e as certezas de hoje são as incertezas de amanhã.
Queremos o exótico, descuramos a razão e a verdade, mas eu posso assegurar que o tempo e as prioridades têm uma perspectiva completamente diferente quando estamos na cama do Hospital e não sabemos se vamos sair de lá pelo nosso próprio pé!
Chamem-me antiquada, chamem-me o que quiserem, mas deixem-me abrandar o ritmo, viver cada segundo, cada minuto, com calma, com prazer!
Pelo menos, naquelas coisas a que posso chamar verdadeiramente minhas!

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