segunda-feira, 7 de março de 2005

AMOR SIMPLES E CALOROSO

Não descobri o porquê da paixão brutal de Pedro por Inês.
Há quem diga que ela era uma mulher fria e ambiciosa;
outros falam dela como um ser frágil, delicado, apelando portanto ao instinto de protecção de Pedro.
Só um homem duro como pedra é que não protege uma mulher e houve alguém que me protegeu!
Os nossos caminhos desencontraram-se, mas quando olho para trás, sem medo como alguém me aconselhou a fazer, lembro-me com carinho do conforto, da sensação de bem-estar que o abraço dele me proporcionou, do “quente” que se gerou no meu corpo.
Alguém também me disse que “nunca se deve bater a porta ao amor” e foi isso que Inês de Castro fez – viveu um grande amor, que ainda hoje dá azo a várias versões, favoráveis ou não à mulher do “colo de garça”.
Não tenho um “colo de garça” nem sou loira, mas devo ter outras qualidades que despertem num Pedro, perdido entre a multidão com que me cruzo todos os dias, tudo aquilo que um outro Pedro deu a Inês.
Os nomes, as circunstâncias e os objectivos serão diferentes, mas o que importa é que seja um amor simples, caloroso e verdadeiro

3 comentários:

Carmem L Vilanova disse...

Muito bonito o que escrevestes, Marta querida!
Muitas felicidades para ti, para nós, neste nosso dia!
Muitos beijinhos!

Anónimo disse...

Marta, tentei imensas vezes comentar no teu blog mas desde que saíste do Sapo é a primeira vez que consigo. Gostei muito do teu texto. Afinal não é esse o sonho de (quase) todas nós? Continuação de boa semana para ti :-)

Dora disse...

Então o meu comentário aparece como anónimo? Dora