terça-feira, 22 de março de 2005

ONTEM

Ontem à noite, estava tudo calmo.
A televisão estava ligada, mas eu não estava com disposição para ver debates sobre o estado da nação – sei muito bem como está a nação; sinto-o no corpo – e resolvi fazer qualquer coisa que detesto, mas que tem que ser feito.
Arrumar papeis, que deixo acumular, porque nem sempre tenho tempo de os ler com olhos de ver!
Papeis que até já deixaram de ter interesse e por isso, embora me tenha arrependido de não os ter lido antes, tive que rasgar e deitar fora.
Entre eles, encontrei uma folha com vários nºs de telemóveis e surpresa das surpresas, estava lá o teu.
Há muito que o apaguei da minha lista e quando mudei de telemóvel, não o registei.
Há coisas que não vale a pena dissecar, tentar compreender se há outra alternativa, porque é que falhou – é aceitar as coisas tal como elas são.
Porque é como está escrito no livro, que estou a ler “só podemos confiar em nós próprios e nos amigos que vamos fazendo ao longo da vida” e como uma amiga me disse “Não se pode anular tanto!!!”.
Reflexo talvez duma educação muito virada para o que os outros dizem e pensam de nós.
Os outros.... a maior parte das vezes, nem sequer sabem que estamos lá, que existimos!
Se soubessem.....o mundo seria diferente, não era tão cruel e corrupto, não é?

1 comentário:

Carmem L Vilanova disse...

Há momentos, amiga, em que é preciso que façamos, sim, uma "faxina" em papéis, recordaçoes, anotaçoes passadas e que já nao nos fazem sentir bem no presente! Devemos guardar somente a certeza de que, parafraseando Vinícius, "foi bom enquanto durou"... Essa é a beleza da vida... o eterno (re)começo!
Beijos grandes!