sexta-feira, 11 de fevereiro de 2005

RALHAR

Ralha-me!
Não fiques a olhar para mim, com esse ar reprovador!
Diz alguma coisa; tu, melhor que ninguém, sabe como detesto o silêncio!
Não nego - tens toda a razão; já devia ter desistido, mas que queres?
Gostei dele, em tempos e ainda não resolvi isso, totalmente na minha cabeça.

Sim, armaram-me uma "armadilha"!
Sim, eu fui na "conversa"!
E para quê? Para nada - porque foi exactamente isso que recebi!
Nada vezes nada - nem um telefonema nem um SMS a cancelar o encontro!
Agora estou aqui, refugiada ao pé de ti; não estou propriamente a sangrar, porque bem lá no fundo, eu sabia que ele ia fazer isto mais uma vez.

É isto que não entendo - se não quer ter mais nada comigo, está meses fora da minha vista, porque é que de repente e quando eu penso que esqueci, aparece como se nada fosse, com promessas que nunca cumpre, nunca pensou em cumprir?
E o mais grave de tudo, porque é que eu lhe aparo os golpes?
Não sabes? Nem eu!!!

Vamos ao cinema este fim de semana? É isso mesmo - esquecer, não por cobardia, mas para preservar a nossa dignidade!


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