quarta-feira, 16 de fevereiro de 2005

CALMA E AMARGURA

O mar... tão calmo e eu tão amargurada!
Nem uma gaivota ao longe e eu com tanta vontade de juntar o meu grito ao delas!
Só quero saber porque é que nem mesmo aqui sou capaz de chorar!
Sempre vagueei por aqui, sempre brinquei por aqui, sempre chorei aqui, sempre encontrei consolo aqui.
Mas hoje...
..............não consigo!
...................estou gelada!
.....................não encontro a paz que tanto preciso!
..................... a solidão é mais densa e eu sinto-me incapaz de lutar!
Sinto-me quase a abandonar o barco, cobardemente, tal como os ratos!
Mas ao longe, muito ao longe, alguém murmura e creio que as palavras são estas:

Não te culpes pelos actos impensados dos outros, mesmo que isso te afecte!
Isso faz de mim o quê?
Uma vitíma?
Não, fui apenas "apanhada" no meio de jogos de interesse!

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