sexta-feira, 25 de fevereiro de 2005

NADA VEZES NADA

Amanhã é sábado.
Nunca pensei dizer isto, mas ainda bem!
Aqui reina a confusão e eu não me dou bem com a confusão.
Tive, portanto uma ideia –
já que dominamos a técnica de dançar um bom tango, não é a altura ideal de tentarmos a rumba?
Ou então o “rap”, se achas as danças de salão muito antiquadas?
Se dominarmos as técnicas destas danças, consideradas fora de moda, somos capazes de dançar tudo.
Porque dançar não é só mexer os braços e a cabeça e abanar o esqueleto, desajeitadamente.
Dançar significa graciosidade, delicadeza, leveza
.
E os vestidos, vaporosos, de tecidos igualmente leves tipo chiffon, que são uma carícia para o corpo, pois seguem livremente cada movimento.
Mas, se optares pelo “rap”, tenho a solução ideal:
Calças de couro preto, maleáveis e um top colorido, com as cores de rebuçado de frutas.
O melhor de tudo é que podemos fazer isso em casa, convidamos uns amigos, seleccionamos as músicas e se quisermos fazer um intervalo, podemos petiscar:
Pão saloio, bolachinhas de água e sal redondinhas, queijinhos, empadinhas, presunto, fiambre e que tal provar esse vinho novo, lançado há pouco no mercado, que se chama Fragulho?
Para o centro da mesa, uma taça transparente, de cristal cheia de amores-perfeitos e pão com queijo!
Que dizes?
Nada – já se tornou um hábito, nunca queres fazer nada, nunca tens vontade de fazer nada!
E no meio desse nada, esqueces que eu existo!?

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