sábado, 4 de dezembro de 2004

RADICAL

Sei que o relógio não para!
Continua a dar horas impiedosamente, a aproximar-nos cada vez mais do clímax! Será que, como diz o fado, “temos o destino marcado” e os factos acontecem porque as estrelas traçaram o nosso perfil?
Obedecemos a uma lógica, que não compreendemos, tipo “Deus escreve direito por linhas tortas”, a uma carta tipográfica onde, e para se ser convencional se marca a azul os nossos sucessos e a vermelho as falhas?
Não sei; faço as perguntas ao vento e deixo que o eco me devolva as respostas!
Há, no entanto uma coisa que modificaria se voltasse atrás – gostava de não te ter conhecido!
Ou melhor, nunca devia ter deixado que te intrometesses na minha vida desta forma!
Passaste como um vendável, destruíste as minhas ilusões, questionaste os meus valores e depois, “voaste”!
Não estamos na selva e mesmo na selva, há regras que têm que ser seguidas.
Há uma hierarquia que é respeitada, há valores que passam de geração para geração e evita-se, tenta-se evitar, uma anarquia que não leva a lado nenhum.
Talvez esteja a ser radical, mas para quê distorcer a verdade?
A verdade é que estamos sempre em pé de guerra; nunca nos vamos entender e ainda me pergunto – porque é me sinto assim?

1 comentário:

Carmem L Vilanova disse...

Lindo texto, Marta! Parabens!
Gostei do teu site... Voltarei, com certeza!