terça-feira, 7 de dezembro de 2004

ESPLENDOR

Há um poema que fala do esplendor da relva!
Essa relva, que calcamos sem dó e piedade, em que estendemos as mantas e fazemos piqueniques à sombra das árvores.
Essa relva, gasta, seca, sem graça, sem realmente qualquer esplendor!
Mas não creio que seja a essa relva, essa relva triste dalguns jardins públicos, a que o poema se refere!
Talvez fale da relva em sentido figurado, como algo que renasce todos os anos, que atinge a maturidade e a beleza quando é amada! Tal como deve acontecer com as pessoas!
Ou talvez evoque um quadro bucólico, com os cavalos a comerem serenamente a relva que cresce selvagem como eles
!
Não sei; não sei de quem é o poema nem me lembro do título
Seja o que for, ontem fui ter com o meu amigo, o meu amigo perfeito ao café!
Como estava de costas, pensei em lhe pregar um susto, mas quem apanhou um susto fui eu!
Ao aproximar-me da cadeira, com as mãos abertas para lhe tapar os olhos, o meu amigo ergueu o braço e sem se voltar, disse "Olá, já cá estás!".
Quando me sentei e olhei interrogativamente para ele, ele sorriu-me e disse simplesmente "Foi o cheiro".
"O cheiro????" comecei a dizer, indignada, mas, depois compreendi. Ele reconheceu o meu perfume e a única coisa que eu podia fazer era aceitar isso como um elogio.
Nem toda a gente repara nisso e eu senti-me........como se tivessem feito um retrato e capturado a minha expressão de puro deleite!

1 comentário:

Marta disse...

:), momento a guardar. Bj