sábado, 27 de novembro de 2004

MIL

Escrevo mil discursos, que depois calo.
Procuro mil palavras, que digam, sem ofender, a minha opinião verdadeira, sobre as tuas atitudes e a tua conduta
.
Mas, depois reflicto e acho que será uma perda de tempo.
Há pessoas que não sabem escutar os outros; melhor que ninguém, eu sei o que isso é.
Tenho pena; gostava que as coisas fossem diferentes, principalmente no seio daqueles que constituem o núcleo familiar.
Mas não são; encontrei, portanto outras formas de estar presente, de apoiar, sem comprometer o meu equilíbrio.
Hoje deixei que o mais negro dos meus pensamentos bloqueasse a minha paixão. Porque me queres destruir e eu não compreendo a razão da tua raiva!
Mal não te fiz; apenas acho que as coisas se conseguem, utilizando uma boa dose de diplomacia e de tolerância. E, depois, a vida é minha e estás a interferir, sem qualquer direito. Nem meu amigo és!
Já se ouve o amolador – dizem que vem lá chuva. Ao limpar o ar e as ruas, talvez limpe esta tristeza que ganhou raiz e “tapou” a minha cor!
Era tão bonita, a minha cor e estava tão feliz!Porque é que tinhas que atravessar novamente o meu caminho?
Logo agora, perto do Natal e quando a minha ferida é ainda tão recente!

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