sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

DEPOIS DO JULGAMENTO - O FIM


O " Silencioso" resmunga qualquer coisa quando lhe conto.

Também não fica satisfeito quando lhe falo do jogo que organizei para aquela noite numa quinta nos arredores da cidade.

" Não sei se é seguro! Ainda por cima, falaste no Bar!" censura.

" Não há problema! A sala está fechada para remodelação! E a quinta é segura; assegurei-me disso!" explico.

O " Silencioso" não diz nada... Em que pensa?  Estou a ficar nervoso.

" Não, não contes comigo!" e desliga.

" Malcriado!" penso, mas como já estou atrasado, agarro no casaco e na chave do carro e saio.

O jogo é um sucesso e estou tão cansado que até me deito vestido.

Quando acordo por volta do meio dia e abro o jornal, nem quero acreditar...

Não é que o " Cintilante " é o " Silencioso"?

Pouco depois o telefone começa a tocar e todos estão incrédulos com a notícia.

E eu fico a pensar no verdadeiro significado da visita do Inspector Leandro...

Para me avisar de que a prisão estava iminente? Ou para ter a certeza de que eu não sabia nada?

Nunca o saberei.... Apenas sei que poderei ficar aqui mais algum tempo....


FIM   

       

2 comentários:

Sofá Amarelo disse...

Tudo tem um fim, como se costuma dizer. Mas este fim deixa em aberto - como deve ser com todos os contos policiais - um recomeço, com estas estas ou com outras personagens, protagonistas. Gostei de mais um conto... mais umas páginas para o livro de contos policiais que um dia terá de vir a lume... parabéns :-)

Graça Pires disse...

Marta, já vi que gosta de escrever contos policiais. Espera publicar?
Uma boa semana.
Beijos.