sábado, 5 de novembro de 2011

Á MINHA ESPERA

Sei que estás à espera.

De uma palavra minha,
de qualquer coisa que dê, finalmente,
cor ao que pensas que eu sinto.


Mas o que pensas que eu sinto,
se deixei de te sonhar?
Se, nem para dentro de mim
consigo olhar?


O que posso eu dizer,
se deixei de me amar?



Foto de N Kellermann "N Sleeps" (Art Gallery Limited)



8 comentários:

AC disse...

Marta,
Fica frio quando o amor se evapora...

Beijo :)

Paixão Lima disse...

Se espera...deixe-o esperar.
Esperar é problema de quem espera.
Mas...
«...deixei de me amar?!!!»

Sofá Amarelo disse...

Nada nem ninguém pode impedir de olharmos para dentro de nós próprios, ainda que as palavras não traduzam aquilo que se sente, pelo menos o sonho é sinónimo de liberdade de pensamento, de olhar e de... sonhar!

Paixão Lima disse...

A poesia, em minha opinião, resulta de um estado de alma que reflecte a falta de estabilidade emocional do poeta num determinado momento. Pelo que, certas expressões poéticas nao correspondendo ao que se sente são, paradoxalmente, expressões poéticas que não deixam de se sentir. Já dizia Pessoa:

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

.As liberdades de pensamento, de olhar e de sonhar são das poucas liberdades que ninguém questiona porque faz parte da natureza humana.

A minha interrogação foi uma pergunta para provocar uma resposta.

Concordo com os comentários e admiro o poema.

JPD disse...

Parar
Determinar a causa desse surpreendente estado
Esforçar para retomar a disponibilidade de amar.

(Eu sei que não será assim, com este estalar de dedos...)

Bjs

Geppetto disse...

Marta... Não...

© Piedade Araújo Sol disse...

deixar de (se) amar(?).

nunca!

beij

Nilson Barcelli disse...

Para amar os outros é preciso que antes nos amemos a nós próprios...
Beijos, querida amiga.