Posso continuar a falar na brisa.
Esquecer-me das palavras enterradas
na areia molhada,
onde volto a ser criança.
Procurar “beijinhos” e búzios,
fazer castelos de areia e gritar indignada
quando a maré subir e os conquistar...
Não deixei de te sonhar,
de te amar...
É apenas querer estar sozinha,
perder o olhar no horizonte e
reconciliar-me com os meus pensamentos...
Quando a maré regressar e a brisa me abraçar,
lembrar-me-ei das palavras,
sentirei a minha pele
e procurar-te-ei...
Vendo-te,
novamente,
por completo,
como parte de mim....
Foto de Gui Costa, "S/T" (1000 Imagens)
8 comentários:
E a minha mente divagou por um mar de sentires...ao ler-te.
Beijito.
Amamos a criança que fomos e nem sempre estimamos o homem ou a mulher que somos. Mas, ao envelhecermos, a parte mais bela de nós é da criança que fomos e que continua viva em nós.
Será um paradoxo ?!
Sonhos lembranças que nos fazem sonhar ,o mar esconde muitos tesouros,até mesmo os nossos silencios
Um beijinho Marta
A maré regressa depressa...
Excelente poema. Estás a escrever cada vez melhor.
Querida amiga Marta, desejo-te um bom fim de semana.
Beijo.
Marta
Belo o teu poema e bem formulado, enqunto profundo.
Beijos
"não deixei de te sonhar"
que bela declaração de amor...
gostei muito!
beij
Quando vi o reles poema de amor, lembrei-me da brisa, da noite escura. Quis ver a maré e construir castelos de areia; sonhar com os lábios de mel e voltar a conjugar o verbo amar. No entanto, lá no fim do horizonte, uma miragem mostrava o teu rosto a sorrir. Meus pensamentos divagaram no Céu que fazia parte de mim. Amar-te-ei até o fim do mundo, mas não estás aqui.
Nada mais importante que a reconciliação com os pensamentos... pois só assim é possível sentir a maré regressar e desejar o abraço da brisa... só assim 'perder o olhar no horizonte' faz encontrar beijos e búzios espalhados na areia molhada...
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