domingo, 24 de janeiro de 2010




Um dia, poderei não te escrever

e desterrar para a Lua

os meus desejos.



Voltar a ser

recatada,

com os olhos

sempre no chão.



Como pude

ser assim?

Como pude

viver na sombra?



Tenho medo,

amor,

de voltar

para lá.

Não é que não

tenha medo de

outras coisas.



Mas da sombra,

onde esqueceram

o meu nome....



Tenho medo,

amor,

não me deixes

voltar para lá.





Foto de Graça Loureiro, "From here to there" (Olhares)


Textos protegidos pelo IGAC -


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7 comentários:

Graça disse...

Que o viver na sombra nunca seja na sombra do medo de viver. Gostei muito.


Um beijo, Marta, e boa semana.

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

És maravilhosa como este poema.
Jamais serás esquecida.
Beijos Renata
Boa Semana

Secreta disse...

Só tu podes lutar para que não vás , para onde não desejas!
Beijito.

Nilson Barcelli disse...

Os outros podem ajudar o não regresso às sombras, mas depende mais do próprio do que de terceiros. Pelo menos na maioria das situações.
Um poema de algum medo, mas que gostei pela boa forma como está expresso.
Querida amiga, boa semana.
Beijos.

Sofá Amarelo disse...

Ninguém deve viver na sombra, muito menos naquelas sombras onde esquecem o nosso nome e onde o medo toma conta dos sentidos.. porque os sentidos devem estar despertos e preparados para reconhecer entre a sombra cíclica da Lua e a sombra permanente do medo... não voltarás para a sombra... tenho a certeza!!!

alice disse...

se o não voltar é o melhor, não voltes... fizeste-me lembrar outra canção do rui veloso, que já percebi que gostas e que diz que nunca voltes ao lugar onde já foste feliz... um grande beijinho, marta*

Carmem L Vilanova disse...

Marta querida!
Estive por 4 dias tentando fazer comentarios e o blogger no meu computador estava com problemas, e nao me deixava nem acessar a minha conta... felizmente parece que ja' normalizou a situacao...
Beijos, flores e muitos sorrisos!