domingo, 31 de janeiro de 2010

CONFESSO (UMA HISTÓRIA II)

Amanhã, todos saberão.

O que eu confesso.

O que não tenho medo de admitir

Ter conhecido,

finalmente,

a paixão

e

o prazer.

Com a ternura

do 1º toque.

A surpresa,

o calor

do sentir a pele

contra a pele.

Apesar da timidez,

ao princípio.


Não sei ainda

se estou a

amar

o suficiente.

Entreguei-me

à paixão,

sim.

Pus de lado

a minha máscara

e

desatei os nós

do meu pensamento.

Creio, sim,

que

começo

a amar-te

o suficiente



Foto de Knut Hoftun Knudsen "Depths nº 2"


Textos protegidos pelo IGAC - Cópias, parciais ou totais, proibidas



Nota: Um novo ensaio poético a partir da mesma frase.

7 comentários:

uminuto disse...

para amar temos ded nos soltar, abdicar de uma parte de nós que nos controla o sentir
um beijo

Secreta disse...

Amar o suficiente... quanto será isso?
Beijito.

Nilson Barcelli disse...

Uma continuação muito boa.
Gostei da narrativa poética do conjunto, querida amiga.
Mas nunca se pode afirmar que amamos o suficiente... mas eu percebo a ideia, que será "suficiente para...". Se não for isso, mea culpa...
Boa semana, um beijo.

Sofá Amarelo disse...

E como seria divino que todos se despojassem das suas máscaras e começassem finalmente a sentir o verdadeiro pulsar da Vida! Porque só a entrega suficiente faz sentido, porque só assim se tem histórias para contar... e a Vida sem histórias para contar... não é Vida!!!

alice disse...

um bonito conjunto fotografia / poema, marta. gostei muito :) um grande beijinho*

TristãoeIsolda disse...

A par e passo, devagar, se vai descobrindo, saboreando... indo mais além.
Mas o maior dos passos, é este não ter medo de admitir, este pôr de lado a máscara e desatar os nós.
Há um amadurecimento neste sentir, nesta entrega.

Abraços nossos


(Tristão e Isolda)

Carmem L Vilanova disse...

Marta, linda!
Estive meio ausente esta semana pela quantidade de novas atividades que começamos a nos dedicar nesta nossa nova vida (de novo) aqui no Peru...
Como sabes, desde o dia 19 estamos de volta ao Peru e ao convívio com a família... as coisas não foram como o esperado lá pela Irlanda, mas valeu a experiência...
Muitos beijos, flores e muitos sorrisos!