sábado, 31 de outubro de 2009

ABRIGO




Esta noite, a chuva volta

a pedir-me abrigo.

Mas, eu, endiabrada, abro a porta

e sou eu, quem nela,

encontra abrigo.

Num desabafo,

Numa inspiração.

Num nomento criativo.

Deixando que o Vento me roube.









O que me rouba o Vento?

Palavras?

Emoções?

Sentimentos?

Nada.

Namora-me.

Dorme em mim.

Depois, solta-me.

Num poema único,

secreto.



Foto de Graça Loureiro "Let your heart beat again" (Olhares)
Textos protegidos pelo IGAC - Cópias proibidas

9 comentários:

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Na lides desta vida, a mulher/poetisa encontra abrigo na criação de mais um belo poema, alentado pela natureza. Avara, por vezes, a qualifiquei. A Marta não o é, de modo algum. Ou se o é, tem todo o direito. Quando muito nos roubaram nesta vida, a Natureza, nossa mãe sempre é nosso provedor, apoio, nosso abrigo, nosso consolo.
Brilhante, querida.
Beijos e abraços e um Lindo Sábado,

Carmem L Vilanova disse...

Espero que estejas bem, linda amiga...
Li que tua saude nao esta' muito bem, seria verdade? Oxala' tudo volte a normalidade o mais breve possivel.
Beijos, flores e meus eternos sorrisos para ti!

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Marta, querida!
Seu poema já está publicado. Obrigada pelas novas acerca da sua saúde. Sempre para frente, sempre melhor:)
Beijos e abraços,

Nilson Barcelli disse...

Gostei.
Entre outras coisas porque me surpreendeste com as perguntas ao vento e o convite (descarado) para o namoro... eheheh...
Querida amiga, escreveste mais um belíssimo poema. Muito bem.
Boa semana, beijos.

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Boa Noite, Marta!
Enfim, demorei, mas publiquei o seu Belo poema no canto azul!
E o que me conta acerca dos problemas?
Aguardo notícias
Beijos e abraços,

uminuto disse...

um jogo de enamoramento perfeito entre os sentidos e o vento
um beijo

FOTOS-SUSY disse...

OLA MARTA, MARAVILHOSO POEMA...ADOREI!!!
QUE TENHAS UMA OPTIMA SEMANA...
BEIJOS DE AMIZADE,


SUSY

Sofá Amarelo disse...

O vento é um brincalhão... sopra de mansinho, outras vezes mais forte, rodopia, muda de direcção... o vento é um enigma, um mistério que nos envolve as mãos, o rosto, o cabelo e nos afaga nas tardes de brisas suaves...

Ianê Mello disse...

Lindamente lírico!

Beijos