terça-feira, 5 de agosto de 2008

PALMA DAS MÃOS






Nas cortinas esvoaçantes…

A silhueta do jardim….


O ruído da cascata….


Perfume penetrante das rosas….


Misterioso, denso….


Seduz o meu nariz….


Num voo delicado, frágil….


Na palma das mãos….


Fica num casulo.....

Tão misterioso e denso como as rosas.....


(Foto "Tesouros Submersos", Nuno Malheiro, Olhares.Com)

(Textos protegidos pelo IGAC)

10 comentários:

M.C. disse...

O que será que elas dizem em seu misterioso mundo...destes belos versos

Belo sempre belo querida Marta.

:)

um beijo.

O Autor, disse...

Fico feliz quando encontro Blogs especiais como o seu!

Belo!

Nuno de Sousa disse...

Lindo q ficou, mais um grande momento com belas palavras em teu belo blog. Parabéns amiga e até amanhã :-)
Bjs grandes
Nuno

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Leve, sutil, parece que está deitada numa nuvem... Os seus poemas são lindos, diáfanos. Postei sobre o filme "Caráter" e como sei que você tem bom caráter, apareça por aqui:
wwwrenatacordeiro.blogspot.com
não há ponto depois de www
Um abraço,
Renata

Alexandre disse...

Tanta coisa que se esconde nas palmas das mãos... é que as palmas das mãos têm uma vantagem sobre o resto do corpo: é que as podemos fechar, esconder, guardar só para nós...

Patrícia disse...

Descreveste muito bem o ambiente em redor conjugando alguns aspectos da personalidade de uma pessoa. A imagem é de facto muito bonita e alusiva ao poema. Parabéns por isso!
Bjs =)

Fernando Rozano disse...

na palma das mãos, quem sabe, o mistério que insiste em permanecer assim...belíssimo poema, Marta. meu abraço.

Sol da meia noite disse...

"Fica num casulo.....

Tão misterioso e denso como as rosas....."


Por vezes temos mesmo essa vontade de encerrar o nosso sentir num casulo... de só nós termos acesso aos ruídos, aos perfumes... aos mistérios de nós...

Beijinho *
:-)

Secreta disse...

Tão misterioso quanto só a natureza pode ser.

Só Eu disse...

Marta.
É de facto um prazer muito grande ler o que escreves. Obrigas-me, quase sempre a ler e reler com cuidado os teus poemas. Quero descobrir sempre o que as cortinas escondem, o que as palmas da mão guardam...
É um belissimo exercicio.
Beijinhos