quarta-feira, 4 de maio de 2005

SER LIVRE

Às vezes, penso que não sou tão livre como penso.
Mas é só por um momento; apenas porque estou cansada e acho que não vou ter forças para reagir.
Ok, às vezes fico sem saber muito bem o que fazer e ouço a voz da minha mãe ao longe:”Mas o que é que tu esperavas?”
A minha resposta é um suspiro bem fundo, a expulsar o ar que está acumulado: “Já nem sei! Apenas esperava alguma coisa, que me fizesse ter esperança nas pessoas.”
Ilusões e desilusões, confiança e desconfiança, com interesse e sem interesse!
Todos as temos, mas eu tornei-me numa mulher que precisa de cheiros e de luz.
De cor, de risos e de muitos livros!
Não me vou tornar na “Senhora” (de Catherine Clément), mas segui atentamente a sua vida, compreendi as razões das suas decisões, viajei com ela por esse Mundo fora, à procura de um refúgio.
Agora que chego ao fim do livro, lembro-me de Serralves; está na altura de lá ir; talvez as rosas já estejam a florir!
Os cheiros vão ser diferentes dos que estão descritos no livro; mas eu vou adorar cada sensação que vai abalar o meu corpo e lembrar-me-ei que, às vezes, a “Senhora” também fraquejou!
Porque é humano!

1 comentário:

Carmem L Vilanova disse...

Marta amiga!
Sim, todos somos humanos, fraquejamos, falhamos, cometemos erros, acertos, mas há que ter esperança... principalmente em si mesma, antes mesmo de tê-la sobre os outros!
Lembra-te que a liberdade pode estar tao somente dentro de ti mesma e nao onde a buscas!
Um beijo com muito carinho!