segunda-feira, 2 de maio de 2005

BOMBOM

Se li “Chocolate” da Joanne Harris?
Oh, sim, ainda posso fechar e imaginar que estou no Café de Vianne, a provar o chocolate e ouvir aqueles segredos, aqueles risos, ao princípio receosos, mas depois mais soltos, porque Vianne soube conquistar a confiança de cada um.
Sem falar muito, apenas oferecendo um bombom, adequado a cada um, obedecendo ao seu desejo mais secreto.
Imagino o que ela me ofereceria!
Talvez um chocolate de leite, macio, suave, a desfazer-se rapidamente na boca, mas o sabor, principalmente a sensação de calor que ainda fica, horas após o bombom ter desaparecido na corrente sanguínea.
Eu gosto dessa sensação de calor, de ser acarinhada e é por isso que sinto a tua falta.
Tal como Vianne – aproximaste-te, sem me pressionares, escutaste-me quando me abri e deixaste-me quando me sentiste livre!
Mas mesmo ausente, tenho sempre um bombom guardado para ti!

2 comentários:

Carmem L Vilanova disse...

Um bombom é sempre um bom companheiro, querida Marta... :)
Muitos beijinhos!

Dora disse...

Era esse mesmo o romance que p teu outro post me trouxe à memória, Marta! Uma maravilha, não é?