domingo, 13 de novembro de 2016

A PAIXÃO DE LEANDRO - PARTE IV


Mas, volvidos dois meses, Leandro já tinha encontrado o equilíbrio entre a vida profissional e amorosa,

Está feliz, mais relaxado e não é de admirar o sorriso radiante quando atende o telefonema da Zélia naquele domingo.

" O que faço? Estou um mandrião; ainda nem tomei banho!" confessa " Encontramo-nos para almoçar?... Cá em casa? Mas não tenho nada...." protesta.

Zélia ri-se e propõe: " Vamos fazer um almoço tipo piquenique.... Há uma loja gourmet aqui perto; não te preocupes.  Eu levo, mas tu tratas do vinho. E tem que ser bom!" remata.

Leandro ri-se e desligam poucos minutos depois.

O inspector dá um jeito à sala, limpa a cozinha e depois de um chuveiro, apressa-se a sair.

Parado à porta do prédio, está um carro preto.  Leandro acha estranho, pois a rua está deserta, tanto de pessoas como de carros, mas expulsa o assunto da mente.

Mas alguém põe o motor a funcionar e uns segundos mais tarde, Leandro ouve o carro a deslizar.

Continua a andar lentamente e decide parar em frente do quiosque. 

O carro passa por ele e estaciona uns metros à frente.

Leandro tem quase a certeza de que está a ser seguido. Por quem e porquê?

" Estás a seguir-me, malandro?" e hesita em o confrontar ou fingir que não percebeu.

Opta por ignorar, mas memoriza a marca, o modelo, a cor do carro e num golpe de sorte, consegue anotar a matrícula.

(CONTINUA)

3 comentários:

Daniel Costa disse...

Marta
Leandro bem previdente, ou a criadora do personagem, o manipula para que venha a acontecer, a hora de ele bem dizer da iniciativa.
Agradeço que veja, leia e comente BRASIL - O SORRISO DE DEUS.
Goiás e o Planalto
Bjs

Sofá Amarelo disse...

"Parado à porta do prédio, está um carro preto. Leandro acha estranho, pois a rua está deserta, tanto de pessoas como de carros, mas expulsa o assunto da mente."... excelente este 'expulsa o assunto da mente' a revelar que a acrescentar a uma história inédita (onde se viu um inspector a arrumar a casa?) estão frases e expressões completamente fora daqueles lugares comuns tão... comuns nos livros policiais. De qualquer maneira, e mesmo com esta relação, o inspector não deixa de ser inspector e isso nota-se nos pequenos actos, como tomar nota da matrícula, marca e cor do carro, por exemplo...

Graça Pires disse...

Uma boa narrativa. Pena é que não estou a acompanhar bem....
Uma boa semana, Marta.
Beijos.