sexta-feira, 20 de maio de 2011

NOITES SEM LUA






Foto de Ilya Rashap


Se eu soubesse
inventar palavras,
talvez tu não ficasses na sombra
e eu não me sentisse tão frágil.

Se eu pudesse
escrever o teu poema,
fazer sentir todo o teu desespero,
talvez as memórias de ambos
não fossem tão pesadas.

E, as noites sem lua
tão assustadoras....




7 comentários:

AC disse...

Marta,
Este, não sei porquê, tocou-me fundo.
Maravilhoso!

Beijo :)

Paixão Lima disse...

«Se eu soubesse...
Se eu pudesse...»
A condição que nos é imposta limita a nossa forma de caminhar na vida.
E explica porque os nossos sonhos não passam de sonhos e porque as noites sem lua são tão assustadoras.
Reconheça-se que, mesmo na tristeza, há beleza.

Nilson Barcelli disse...

Se tudo fosse diferente, talvez a lua surgisse, talvez as memórias fossem leves e não te sentisses tão frágil... mas tu inventas as palavras... e bem...
Magnífico poema, querida amiga. Gostei muito.
Beijos.

JPD disse...

Belo, belo!
Bjs

© Piedade Araújo Sol disse...

sE...

um dia talvez o se, não faça sentido.

um poema bem ao teu estilo.

beij

Sofá Amarelo disse...

Se pudéssemos escrever na pedra palavras inventadas ao ritmo das memórias, talvez as noites sem Lua não fossem tão assustadoras e as sombras não fossem tão pesadas, e os poemas não transportassem fragilidades em forma de desespero...

Daniel Costa disse...

Marta

Na profundidade do poema, uma coisa está muito certa, ainda se lhe dê sentido diferente: "E, as noites sem lua / tão assustadoras."
Beijos