de te sentir bem meu.
Com a minha boca entreaberta,
a deliciar-se uma vez mais com
o cheiro da tua pele.
Adormeço, embrulhada em prazer.
Acordo, os meus sonhos e os meus desejos
descobertos
Foto de Alexander Kharlomov "Lips" (Olhares)
Há muito que não danço comigo.
Afasto-me dos meus próprios segredos.
Desconverso, sorrio.
Lamento o meu próprio silêncio, mas
não o interrompo.
Foto de Manuel Madeira "Bom dia....Alegria" (Olhares)


6 comentários:
Amiga...
Ainda hoje, depois de anos de casada, ainda durmo assim... "presa" no abraço dele e vou dizer-te algo... é tãooooooo boooooommmmm...
Amei o poema!
Beijos, flores e muitos sorrisos!
Há prisões que são um... prazer! Porque a delícia de estar embrulhado em desejos descobertos não é mais que uma dança feita de silêncios e desconversas mas com todo o ... significado dos segredos!
Aldomiro, ficou mudo de espanto ao ler as letras que aquela mulher lhe dedicara. A bem dizer, nunca uma mulher o abraçara daquele modo impetuoso e muito menos lhe chamara seu (dela, entenda-se), tão pouco se deliciara com o cheiro da sua pele, a dele, que apenas aos domingos no dia de natal conhecia o toque do sabonete.
Preso estava ele, numa confusão de sentimentos.
Queria saber mais. Ligou para ela e a voz gravada dizia sempre o mesmo "Lamento o meu pr´prio silêncio, mas não o interrompo."
beijos e sorrisos.
Que prisão boa de se sentir.
Quanto ao silencio, esse, nem sempre é para se quebrar.
Um beijito.
Parabens, vc ficou livre dessa peste da Renata Falsária!
Parabens por sua poesia, também. Principalmente por isso!
Beijos negros
felizmente presa a ti
um beijo, marta
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