quarta-feira, 1 de setembro de 2010

ANÓNIMO

Quando entrar  no teu castelo,
estarei descalça.
Gosto de deixar pegadas,
de ver como as ondas as conquistam,
e saber que, algures,
se cruzam com outras,
de alguém tão anónimo como eu.

Não me importo de o ser
e ser apenas um rosto.
Mas gosto
que se lembrem do meu nome.


Foto de Mcpial "À Flor da pele" (Olhares)

6 comentários:

Daniel Costa disse...

Marta

Óptimo, a mostrar a verdadeira profundidade dos teus poemas.
Beijos

Sofá Amarelo disse...

Haverá algo melhor que ser anónimo? Entrar em castelos, conquistá-los, preenchê-los com pegadas, cruzar e descruzar sentidos... e permanecer anónimo?

É bom que não dêem por nós, apenas saibam o nosso nome....

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá Marta, bela fotografia...belo poema...Espectacular....

"A coincidência é a forma escolhida por Deus para permanecer anônimo."



(Einstein)

Beijos

uminuto disse...

lembrar o nome
lembrar as palavras...
...pela sua beleza
um beijo

pin gente disse...

cruzo as tuas pegadas nas minhas
atravesso caminhos
recuo
ensaio
duplico a tua passada
acerto em cheio no contorno do teu pé
afundo
elevo-me
e recomeço
fujo da subida do mar numa brincadeira infantil ao encontro do esboço que deixaste
sem medo
sem tempo
com os grãos a invadir o espaço entre os dedos
um passo
uma dança
um momento
em que conseguiste apanhar-me



um beijo, marta

avlisjota disse...

Um olhar tão profundo quanto um amor no segredo das palavras... não importa quem sou, apenas gosto que se lembrem de mim!

Lindo Marta

Bjs fica bem

José