sexta-feira, 17 de setembro de 2010

SEM LIGAÇÃO

Há poemas de amor em que os
sentidos mergulham por completo
e se fundem num novo poema.
Por vezes, passo-o ao papel;
outras, fica escondido nos beijos
descarados com que te sonho.
Na nudez com que te brindo,
nessa sensualidade que brota de mim.



Não, não digas nada.
Não faças barulho;
páras se ouvires
os passos de alguém.
Ninguém pode saber
que te estou a raptar.
Que enlouqueci subitamente
com o desejo
de te ter em mim
e tenho que estar longe
de tudo.
Levo-te, aos tropeções,
pelo caminho da praia.




1ª Foto de Mcpial "À flor da pele"
2ª Foto de Jorge Nelson Silva "Segundos a Cores"
Ambas do Site "Olhares"

5 comentários:

alice disse...

não sei explicar porquê, mas custa-me levar os meus poemas para o facebook. e fico contente que tu o faças :) mas gosto mais de os ler aqui e deixar o meu beijo amigo.

uminuto disse...

entendo o que a Alice disse em relação ao facebook, por isso gosto de espreitar este teu belo canto e identificar-me com as tuas palavras
um beijo

Nilson Barcelli disse...

Dois magníficos poemas. Que gostei muito, principalmente pela simplicidade e objectividade do primeiro e pela ironia do segundo.
Também gostei das fotos que escolheste.
Querida amiga, boa semana.
Beijos.

Sofá Amarelo disse...

Os poemas de amor não têm princípio nem fim, mergulham nas palavras ditas e sentidas que se entrelaçam e se fundem no brotar da sensualidade e da nudez... e não é preciso acrescentar mais nada aos poemas de amor, eles devem fluir mesmo que os passos de alguém irrompa pelo silêncio da noite e pelo desfiar dos sentidos...

Daniel Costa disse...

Marta

Um aceno de sensualidade, para mostrar muita senbilidade à flor da pele, que trasvaza do belo poema.
Beijos