sentidos mergulham por completo
e se fundem num novo poema.
Por vezes, passo-o ao papel;
outras, fica escondido nos beijos
descarados com que te sonho.
Na nudez com que te brindo,
nessa sensualidade que brota de mim.
Não, não digas nada.
Não faças barulho;
páras se ouvires
os passos de alguém.
Ninguém pode saber
que te estou a raptar.
Que enlouqueci subitamente
com o desejo
de te ter em mim
e tenho que estar longe
de tudo.
Levo-te, aos tropeções,
pelo caminho da praia.
1ª Foto de Mcpial "À flor da pele"
2ª Foto de Jorge Nelson Silva "Segundos a Cores"
Ambas do Site "Olhares"


5 comentários:
não sei explicar porquê, mas custa-me levar os meus poemas para o facebook. e fico contente que tu o faças :) mas gosto mais de os ler aqui e deixar o meu beijo amigo.
entendo o que a Alice disse em relação ao facebook, por isso gosto de espreitar este teu belo canto e identificar-me com as tuas palavras
um beijo
Dois magníficos poemas. Que gostei muito, principalmente pela simplicidade e objectividade do primeiro e pela ironia do segundo.
Também gostei das fotos que escolheste.
Querida amiga, boa semana.
Beijos.
Os poemas de amor não têm princípio nem fim, mergulham nas palavras ditas e sentidas que se entrelaçam e se fundem no brotar da sensualidade e da nudez... e não é preciso acrescentar mais nada aos poemas de amor, eles devem fluir mesmo que os passos de alguém irrompa pelo silêncio da noite e pelo desfiar dos sentidos...
Marta
Um aceno de sensualidade, para mostrar muita senbilidade à flor da pele, que trasvaza do belo poema.
Beijos
Enviar um comentário