ESSENCIAL
“ Pior que a morte de um homem é a morte das ideias ” Frase que a minha irmã sublinhou em certo capítulo do livro “As duas mortes de Sócrates” de Ignacio Garcia-Valiño, um romance histórico, escrito tipo policial com uma abordagem “ essencialmente moderna e original ”, como diz o resumo. A frase é verdadeira, porque muitas vezes, não há um seguidor capaz de ultrapassar os ensinamentos do mestre, aprofundar ainda mais o porquê das coisas. E não é novidade nenhuma – todos nós sabemos que isto acontece por medo – medo de fazer perguntas, medo das respostas, até medo de nós próprios. Seja na Grécia antiga, seja em pleno Século XXI – tão velha como o mundo! Custa aceitar isso, porque representa uma má organização, falta de valores e de audácia da sociedade em que vivemos – as aparências iludem, diz o ditado. E o que nos ensinou Sócrates? A analisar a nossa mente, a ponderar todos os pontos de vista. A mensagem que fica? Vamos continuar onde os outros pararam; vamos a ter ideias, desenvolve...