quarta-feira, 20 de outubro de 2004

À CHUVA

Eis que chegas, por fim, chuva malvada!
Chicoteias-me e ris-te do meu cabelo em rebuliço, da minha roupa molhada!
Oh, chuva malcriada que escureces a minha cidade, com este nevoeiro espesso, roubas-lhe a alegria, porque não deixas o sol brilhar!
Insolente, a brincar com os meus sorrisos, a transformar o esperançoso em desesperado!
Oh, chuva, se queres brincar, aqui estou - a oferecer-te o meu rosto para que o transformes numa pintura abstracta, o meu corpo numa escultura pós-moderna.... mas tu sabes, não sabes, chuva que apesar dos altos e baixos, tenho prazer em viver e em estar contigo!

2 comentários:

chOURIÇO disse...

A chuva é gira. Põe-se um CD de jazz a tocar e vai-se vendo a chuva a cair. Tirando o trânsito que é mais complicado, o resto é muito fixe. Ah, o rebOliço aumenta mas não deixa de ter a sua piada.

frog disse...

Olá Marta! É bem verdade, um dia de chuva, também nos pode proporcionar momentos de afectividade, beleza em cado uma das gotas que brincam no rosto e até algum romantismo!...

Um beijo