domingo, 2 de julho de 2017

O FILME - O FIM



Nessa noite, volto a ler o meu argumento e penso no que o meu amigo disse.

Um conto com uma maior definição das personagens, da situação...

Com ou sem diálogos... Com ou não personagens humanas....

Talvez resulte...  Porque não?

Abro o Word e hesito...  Devo escrever o título primeiro?

Penso nisso depois e começo a escrever. 

Calmamente, mas quando olho para o relógio e vejo que já passa da meia noite, tenho seis páginas escritas.

Gravo, desligo o PC.  Amanhã leio o que escrevi e o que não gostar, posso sempre cortar.

Mas acho que não vou cortar nada... 

Deito-me satisfeita e adormeço rapidamente...

Sem dar voltas e mais voltas na cama, com a cabeça pesada e o corpo tenso.

Há muito tempo que não me sentia tão leve!


FIM

2 comentários:

Sofá Amarelo disse...

E pronto, fecha-se a última cena do guião que é a vida e que dá argumento a outros guiões, alguns verdadeiros e reais, outros ficcionados... mas o importante é ficar com a sensação de argumento cumprido... só assim se pode fechar o último capítulo de um filme e partir para o próximo...

Agostinho disse...

Terminou no fim, Marta: na cama que é sempre o princípio e o fim de todas as coisas. Quando se acorda de ideias limpas tudo é possivel até, quem sabe, ser seleccionado num concurso de ideias (parece haver um aberto na Antena 2).
As maiúsculas escritas em lentes bifocais podem ser decisivas: olho por cima para os grandes planos, olho por baixo nos pormenores - se o anzol tem isco, por exemplo. Vem o peixe e morde. Na parte dois já há petisco, mas é difícil está visto.
Casal e escritores?! Tocar a duas mãos é árduo, imagine-se a quatro.
É nessa dificuldade que está o fermento, o argumento.
É escrevendo que se escreve. Se de 100 restarem 10 - bendito fogo!
Um beijo para a argumentista.