quinta-feira, 27 de julho de 2017

A EDITORA - PARTE II


Segundo a pesquisa que fez, Carolina sabe que a editora publica essencialmente crónicas e diários de viagens, biografias, ficção científica e histórica.

Promove anualmente um concurso para jovens autores e está bem conceituada no meio.

Nada relacionado com crime, mas talvez queiram mudar isso. 

Caso contrário, porque é que a contactaram? De qualquer modo, a proposta terá que ser interessante para a considerar, se bem que ainda não tenha qualquer plano definido.

E, com um sorriso, Carolina apresenta-se à Directora Criativa da Editora, certa de que vai sair dali com as mãos a abanar.

Mas a proposta em discussão é deveras interessante. Querem que escreva o diário de um detective.

" O que ele sente, o que pensa em relação ao crime, às transformações do Mundo... " explica Aurora Caetano. " Escolha uma época - os anos 20 do Século XX, por exemplo - e centre a acção aí."

" Os hábitos sociais e económicos, a forma de investigação, as opiniões políticas?" sugere Carolina.

" Exactamente! Sei que implica um grande trabalho de pesquisa, mas isso não lhe é estranho, pois não?" e, sem esperar resposta, continua " Temos bons arquivos aqui na editora, bons contactos na biblioteca municipal e em vários jornais..."

Carolina volta a sorrir....

Ah, sim, está interessada.  Muito interessada...


CONTINUA

1 comentário:

Sofá Amarelo disse...

A literatura policial sempre foi muito atractiva. Aliás, alguns dos grandes clássicos são policiais. Pessoalmente, nomes como Edgar Alan Poe, Sir Arthur C. Clarke, Arthur Conan Doyle e tantos outros estão entre os meus autores preferidos... quem sabe o que pode a editora vir a ganhar apostando na literatura policial...