sexta-feira, 8 de julho de 2016

DEMAIS



E aqui está a minha tentativa de escrever uma história do fim para o princípio...

Sem promessas... Apenas boa vontade...

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Embora o Zé do Laço tivesse confessado o crime e o julgamento estivesse marcado para o mês seguinte, o Inspector Leandro continuava a achar que ele estava a proteger alguém...

A história que ele contou era perfeita demais... 

As respostas eram rápidas, objectivas e o Zé parecia sempre relaxado, mesmo sabendo que poderia ter uma pena entre 5 a 10 anos...

Os jornais não se calavam com o crime que classificavam de "horripilante" e exploravam todos os ângulos possíveis da história...

E na morgue, à espera que alguém a reclamasse, estava uma mulher assassinada em casa, uma vivenda luxuosa perto da Trofa e de quem o Zé do Laço dizia ser o "companheiro"...

" Namorado?" riu-se o Inspector, pois o que faria uma empresária com um ladrão de pequeno calibre como o Zé do Laço?

Mas o Zé apenas sorriu... Calmamente... Como se não tivesse nada a perder...


(Continua)


2 comentários:

Sofá Amarelo disse...

Escrever contos e histórias policiais não é fácil, mas tu tens esse dom. Está na altura de tirares partido disso e pensares, inclusive, ires mais longe... parabéns ! :-)

Graça Pires disse...

Começar pelo fim é um grande desafio. Mas já comecei a gostar...
Um beijo, Marta.