quinta-feira, 21 de julho de 2016

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO ZÉ - PARTE I


Desengane-se quem pensa que a minha alcunha - Laço - é porque ando sempre com um laço...

Ah,ah... Perdoem-me se rio, mas detesto andar com laços e gravatas...

Não, deram-me essa alcunha, porque sou alto e esguio e sempre morei na Travessa do "Laço"...

Ninguém sabe o porquê desse nome e ninguém quer saber... 

É uma travessa pacata e raramente a polícia ali entra...

Se bem que eu seja conhecido da polícia; já passei algumas noites na esquadra do Bairro, mas as provas que têm contra mim baseiam-se no " não tenho a certeza; estava tão escuro que não lhe vi bem a cara..." e por isso, soltam-me.

A minha desgraça foi ter conhecido numa dessas noites o Zé da Viola. Achamos muita graça termos o mesmo nome e  alcunhas diferentes.

Conversa puxa conversa e de repente, o Zé pergunta-me se sei conduzir.

" Claro que sim!" respondo indignado " De vez em quando, encontro uns XPTO que levo até à Oficina do Cais. Mas porquê?" pergunto, curioso.


CONTINUA


2 comentários:

Sofá Amarelo disse...

Todos os ingredientes para ser outra boa história, pelo menos logo nos primeiros parágrafos fica no ar o mistério do que se vai seguir... na expectativa...

Graça Pires disse...

O seu gosto pela narrativa é fantástico, Marta. Começou da melhor maneira.
Um beijo.