quinta-feira, 14 de julho de 2016

DEMAIS III


" Compreendes, estamos no meio de uma operação delicada e não podemos ter a polícia a bisbilhotar..." explicou o "Boss"...

Como o Zé do Laço não disse nada, o "Boss" continuou: " Não te pedimos nada demais. Apenas que te declares culpado e te cinjas à história que preparamos. E... " fez uma pausa, como se procurasse as palavras certas e acrescentou: " O advogado trabalha para nós e também vamos tentar que seja um dos nossos a presidir o julgamento para que cumpras o mínimo. Quando saíres, tens a vida garantida." esboçou um sorriso nada simpático e saiu.

" Mas o que estás a fazer?" perguntou, alarmada, a Mena e o homem esbofeteou-a de novo. 

Violentamente...

" Larga-me! Estás a magoar-me!!!" gritou, mas ninguém a ouviu. 

A vivenda estava um pouco isolada; os vizinhos mais próximos estavam a 1 Km de distância.


(CONTINUA)

3 comentários:

Helena Medeiros Helena disse...

Marta, li as postagens anteriores e fico feliz que estejas, de alguma forma, a realizar o teu desejo de escrever um romance. Muitas vezes carregamos na bagagem a frustração de algum sonho que foi podado por amigos ou parentes, e a opinião destes tinha o poder de nos tolher os gestos e as intenções, simplesmente porque àquela época considerávamos como público/leitores as pessoas que justamente estavam a nós mais próximos. E muitas vezes dávamos crédito àquela opinião, talvez dita não no intuito de barrar a vocação, mas simplesmente por não possuirem elementos mais aprimorados para uma avaliação, e por isso usavam de pilhérias, brincadeiras, e quase sem o sentir podavam um sonho que era tão lindamente acalentado. Conheço dezenas de casos assim, minha amiga, e muitos deles, felizmente, ousaram ao longo do caminho voltar a sonhar e tiveram finais felizes...
Sempre gostei de ler, e ao longo do caminho a preferência foi se desenvolvendo entre dramas, suspense, policial, espionagem e outros. Gostava quando um romance começava assim já com o delito cometido e me comprazia em acompanhar o desenvolver acrescendo ao mesmo as minhas deduções. Era uma forma gratificante de interação que me fazia acompanhar os detetives em sua busca da verdade. E sabe que ficava até feliz quando me deparava com um final que não pudera, ou não soubera, prever? Isto me chegava como mais uma prova da competência do escritor.
Por isso, minha amiga, aqui estou a acompanhar com real interesse e grande expectativa esta tua história, mas antes quero deixar dois recados:
1. É certo que tu não és Ruben A (como denominaste), mas poderás ser tão competente e bem sucedida quanto este nosso brilhante escritor. É um voto que faço!
2. Com relação ao poema “A hora da partida”, da Sophia de Mello Breyner, poetisa que tanto admiro, eu vejo o último verso do seu poema “E de mim se desprende a minha vida” como um convite a um novo começo, o chamado para escrever o primeiro capítulo de uma nova história...
E tu tens toda uma bagagem que te dá suporte para re(escrever) os enredos que te aprouver e desenvolver os sonhos que um dia deixaste para trás... Simplesmente porque, minha querida amiga, descobriste que és “uma pessoa FELIZ...” E as pessoas felizes podem tudo...
E quem é feliz, olha para o alto e vê estrelas a espalhar sorrisos à sua volta...
Com carinho,
Helena

Sofá Amarelo disse...

E o desenrolar da trama e do drama continua, e muito bem, conseguindo prender o leitor e ficar a desejar saber o que vem a seguir...

Daniel Costa disse...

Marta
Policial autêntico, de mãos dadas com a poesia. Gosto deveras, sempre gostei.
beijos