quarta-feira, 29 de junho de 2011

NINGUÉM


Deixa-me que te fale…

Sobre o tempo e a vida…
O que levam e deixam em nós…

Um é um espelho cruel…
O outro, uma voz que nos condena…

Dizer que são orgulhosos e implacáveis,
é dizer pouco,
porque nada os detém…

Completam-se
e ninguém nos pode acudir…
Ninguém nos ouve gritar…

E, nunca temos a certeza de que é o fim…



Foto do álbum "Women" de  João Mateus (Via Facebook)

8 comentários:

Ulisses Reis ® disse...

Faz um tempo que não venho te visitar, e ao receber o teu e-mail aqui estou para poetizar, beijos.

Vento e lua

Minha mente além de aberta
Vem a ti, em muita festa
Porque agora eu em retorno
A carinhar quem tem divisões
E que nunca poesia detesta
Então Vinhais também a mim
E vamos dialogar a bessa
E assim nada de adoecer
Mas nunca dormir ao relento
Só se for na companhia minha
Lógico com o vento e a lua
Para iluminar e levar teu perfume
Onde as estrelas ciumentas vigiam

Ulisses Reis®
29/06/2011

Para Marta Vinhais

Paixão Lima disse...

Na minha opinião, «Ninguém» é um dos seus melhores poemas. Gosto da forma como o diz e concordo com o que diz. Como diria Pessoa:-«Dá-me mais vinho, porque a vida é nada.»

Machado de Carlos disse...

Belo e profundo poema! Parabéns por escrevê-lo!

Ah, o tempo! Implacável sobre a vida. Não nos reconhecemos diante do espelho. Vivemos tais quais condenados. Queremos gritar até o fim!

Um Grande Abraço!

Daniel Costa disse...

Marta

Nada conhecer do fim poderá ser crueldade, mas a beleza do poema está na sua profundidade.
Beijos

© Piedade Araújo Sol disse...

profundo!

gosto!

beij

Anita de Castro disse...

Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Por isso, aprenderemos sempre.

Bem profundo,gostei

Paulo Freire

Nilson Barcelli disse...

Excelente poema.
Gostei muito destas tuas palavras.
Querida amiga Marta, tem um bom fim de semana.
Beijo.

Sofá Amarelo disse...

Nunca se sabe se o fim está reflectido no espelho ou se o fim é o que se reflecte... o tempo e a vida por vezes são cruéis como os espelhos, pois guardam as vozes e os gritos a que ninguém (ou quase ninguém) pode acudir...