sexta-feira, 4 de março de 2011

NADA

Hoje, não tenho nome.
Hoje, tenho muito a dizer,
mas pouca vontade para o escrever.

Estou na sombra da noite,
entregue às ironias da vida,
em que nada faz sentido.

Ou fará,
pois tão misteriosa como a noite
eu estou...
Daí, o meu nome não ser nada,
e nada se ler no meu olhar


Foto de Prismes
"Ophelia Colors" (DeviantArt)

7 comentários:

Sofá Amarelo disse...

Nas sombras da noite tudo pode acontecer, pode-se deixar de ter nome e a vontade de escrever se perder na penumbra da noite, mas o olhar misterioso que se entrega ás ironias da vida tem sempre muito a dizer...

Graça disse...

Tudo se lê num olhar...


Gosto de te ler, também, Marta.


Beijo meu.

Machado de Carlos disse...

Atrás do teu nada, mostra uma razão verídica a dizer-me: - Sim, existes! Estás aí, lendo-nos. Por que procurar um nada e se este nada não existe?
Belo teu poema. Adoro ler-te!
Beijos!...

pin gente disse...

ler-se-á tristeza na noite dos teus olhos.

beijos, marta

Nilson Barcelli disse...

Tudo faz sentido na vida.
Mesmo nas coisas menos boas que nos acontecem.
Magnífico poema.
Querida amiga Marta, bom resto de Domingo e boa semana.
Beijos.

Secreta disse...

Um nada que nos sentimos, quando tudo nos consome!
Beijito.

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Querida amiga

As vezes tudo em nós
é silêncio.
Mas a música está ali.
Pronta para se fazer ouvir...

Que haja sempre em ti,
sonhos por sonhar.