quarta-feira, 2 de março de 2011

ENGANO

Já não sei quem sou.
Tornei-me num solitário,
num aventureiro.
No dia em que me deixaste.
No dia em que tudo se tornou um engano.

Sofro por ti,
com a mesma paixão com que te amei.
Mas agora nada é calmo,
nada é límpido.
E ao recordar os teus gestos,
o teu olhar,
fica a dúvida.
Não seria já o fim e não o li?

Não sei mais quem sou.
Não sei o que procurar.
Não sei o que acontecerá.



Foto "Rocking in Dreams" de FLOOWX3 (DeviantArt)

7 comentários:

Sofá Amarelo disse...

Crescer desfaz a magia dos doces anos da infância, e a idade traz a responsabilidade, as recordações e quantas vezes as saudades! Muitas vezes deixamos que saber quem somos. deambulamos apenas pelos caminhos dos gestos e muitas vezes tornamo-nos solitários... no meio das multidões!

Secreta disse...

Das duvidas que nos perseguem, das respostas que procuramos... o tempo que passa.

Daniel Costa disse...

Marta

Creio que o presente poema não será da tua autoria, porquanto não reconheço o trejeito, nem a assinatura. Porém revela beleza, essa pode rever-se a tua sensibilidade de opção.
Beijos

Marta disse...

Daniel
Como todos os poemas neste blog, também este é de minha única e exclusiva autoria.
Como sabes, pois lês igualmente o meu outro blog, se este poema fosse de um outro autor/poeta, eu indicaria o nome dele bem como o título do livro.
Concordo que o tema é diferente do habitual, mas é sempre bom enveredar por novos caminhos.
Obrigada pela visita.
Marta

R.B.Côvo disse...

Sofrido. Quem nunca passou por isso? Faz bem em enveredar por novos caminhos. Você tem talento para isso. Abraço.

JPD disse...

Lindo, lindo, lindo
Bjs

pin gente disse...

porque nos perseguem as dúvidas?