sexta-feira, 18 de março de 2011

CONTRASTE

Não sei por que hoje não sonho.
Que intruso tomou conta de mim
e deixou os meus poemas em fragmentos?

Talvez porque a casa ainda não me conhece.
O meu nome é ainda um segredo,
um sussurro.

Talvez lho diga amanhã,
quando escancarar as portas e as janelas,
e estiver descalça,
na sombra da varanda.

Porque, nisso, não mudei;
gosto do contraste das sombras
e do contacto da pele com o chão.



Foto de Paulo Dias, Olhares
"Encontra o teu caminho"


(Continua)

8 comentários:

R.B.Côvo disse...

Adoro o contacto da pele com o chão, os pés descalços... E não tem nada que me pedir desculpa pelo desabafo lá no Mundo Suspenso. Estou sempre por lá... Quando quiser falar de alguma coisa sou todo ouvidos. Abraço, Marta. Lamento muito pelo que me falou de seu pai, sinceramente.

AC disse...

Marta,
E eu gosto, e muito, das palavras que se desenham na sua alma...

Beijo :)

JPD disse...

Lindo!
Gosto de textos assim e desespero por não ser capaz de escrever algo equivalente.

Bjs

Daniel Costa disse...

Marta

Poemas como este são profundos e muito marcantes, o que sempre acontece na tua poesia deste blog em que te autonomizas de todo.
Beijos

Álvaro Lins disse...

Vou voltar.

Sofá Amarelo disse...

O contacto da pele com o chão desenha nas sombras a verdade dos segredos... são os poemas que se escancaram pelas portas e janelas invadindo as varandas... onde o contraste das coisas se mistura com as sombras!

Nilson Barcelli disse...

Quando os sonhos se querem realidade, o contacto da pele com o chão é o melhor caminho...
Magnífico poema, querida amiga. Gostei das tuas palavras.
Bom Domingo e boa semana.
Beijos.

Secreta disse...

Porque há gostos que nunca mudam, em nós.
:)