terça-feira, 15 de março de 2011

INTRUSA

Ouço os gritos vindos do cais.
Sei que estás de volta.
Mas, desta vez, não partilharei
da alegria do teu regresso.

Não te procurarei na praia,
nem em qualquer outro lugar.
Não direi que te amo,
não te amarei na proa do barco encalhado.

Escapar-me-ei da tua memória,
silenciosa,
clandestina.

Uma intrusa,
novamente....

(Continua)


Foto de Graça Loureiro
"Breakable"
(Olhares)

8 comentários:

avlisjota disse...

Olá Marta lindo poema!

Bjinhos

José

Daniel Costa disse...

Marta

Atenção!... A poetisa não deseja ser intrusa de um barco encalhado, há dar que ver o seu pensamento como razão.
Beijos

Secreta disse...

Hmmm... interessantissimo!
Agordo, então...

R.B.Côvo disse...

Lindo poema, Marta. Abraço.

A. Jorge disse...

Obrigado pela visita ao meu/teu novo espaço.
Espero que tenhas gostado.

Beijos

Jorge

http://escarniosmaldizeres.blogspot.com/

Liene disse...

Não há escapatória quando tentamos nos esconder de nós mesmos. O confronto com nossa verdade sempre nos inquieta e amedronta.

Versos agudos que me identifico

Um abraço carinhoso, Marta

Secreta disse...

Aie... no comentário anterior era "aguardo"...
Desejo-te um bom fim de semana.
Beijito.

Sofá Amarelo disse...

Porque os cais são lugares onde os barcos e as memórias encalham, transportando no silêncio clandestino as partilhas, que podem por vezes querer dizer apenas que há um intruso na proa...