Ouço os gritos vindos do cais.
Sei que estás de volta.
Mas, desta vez, não partilharei
da alegria do teu regresso.
Não te procurarei na praia,
nem em qualquer outro lugar.
Não direi que te amo,
não te amarei na proa do barco encalhado.
Escapar-me-ei da tua memória,
silenciosa,
clandestina.
Uma intrusa,
novamente....
(Continua)
Foto de Graça Loureiro
"Breakable"
(Olhares)

8 comentários:
Olá Marta lindo poema!
Bjinhos
José
Marta
Atenção!... A poetisa não deseja ser intrusa de um barco encalhado, há dar que ver o seu pensamento como razão.
Beijos
Hmmm... interessantissimo!
Agordo, então...
Lindo poema, Marta. Abraço.
Obrigado pela visita ao meu/teu novo espaço.
Espero que tenhas gostado.
Beijos
Jorge
http://escarniosmaldizeres.blogspot.com/
Não há escapatória quando tentamos nos esconder de nós mesmos. O confronto com nossa verdade sempre nos inquieta e amedronta.
Versos agudos que me identifico
Um abraço carinhoso, Marta
Aie... no comentário anterior era "aguardo"...
Desejo-te um bom fim de semana.
Beijito.
Porque os cais são lugares onde os barcos e as memórias encalham, transportando no silêncio clandestino as partilhas, que podem por vezes querer dizer apenas que há um intruso na proa...
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