sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

PESSOAL DEMAIS

Esta noite,
ficarei na escuridão
para não ver escrito nas paredes
o que sinto realmente.

Ficarei sem palavras,
estarei ausente,
refugiar-me-ei em
sonhos antigos e em Bach.

Não sei bem o que dizer...
quando, aqui, esta noite,
até faltará o calor humano....
E o silêncio se torna pessoal demais...



"Beleza" foto de Américo da Conceição (Olhares)

11 comentários:

Machado de Carlos disse...

O Pássaro do Natal


Como teu panetone no xadrez...
Os anjos do Natal riem de mim!
Não sinto o perfume do teu jasmim;
Sou apenas um pensante. Ninguém vê.

Na festa fantástica da tua TV
Não mostra o começo do fim do fim;
Eles dizem: - Tem que ser assim...
Sou o leão, o mito desta vez!...

Ela chegou! Foi o meu castigo!
- Por quê ela fez isso comigo?!
Sou o fantasma na madrugada!

O mundo ainda não se acabou,
O temporal na grade me fechou!...
No rádio ouço aquela batucada...

Machado de Carlos

Sofá Amarelo disse...

O silêncio é sempre pessoal mesmo que seja entrecortado por palavras ditas nas noites sem palavras. E Bach é um refúgio que nos traz sempre sonhos antigos... mesmo em noite de Natal!

José María Souza Costa disse...

Passei aqui lendo. Vim lhe desejar um Tempo agradável, Harmonioso e com Sabedoria. Nenhuma pessoa indicou-me ou chamou-me aqui. Gostei do que vi e li. Por isso, estou lhe convidando a visitar o meu blog. Muito Simplório por sinal. Mas, dinâmico e autêntico. E se possivel, seguirmos juntos por eles. Estarei lá, muito grato esperando por você. Um abraço e fique com DEUS.

http://josemariacostaescreveu.blogspot.com

Nilson Barcelli disse...

Há noites assim. Mas outras virão menos más que esta...
Querida amiga, como o Natal já lá vai, desejo-te um excelente 2011.
Beijos.

Nilson Barcelli disse...

Já me esquecia...
O poema é fabuloso. Gostei mesmo muito das tuas palavras.

Daniel Costa disse...

Marta

Belo poema, se intensão foi o poema ser pessoal, Quano se escreve e publica, temos de contar, no caso, com uma plateia invisível. O poema tem sumo suficente para a prender.
Beijos

Patrícia disse...

Eu acho que o título se adequa na perfeição ao poema. Transparece a intimidade neste poema, a forma como esse jogo de palavra se encaixa num silêncio pessoal demais.

Beijinhos Marta=)
Patrícia

avlisjota disse...

Quantas são as vezes que caminhamos lado a lado com o silêncio...

Lindo, pessoal demais

Bjs

José

Secreta disse...

Noites silênciosas ainda que todo o riudo do mundo nos acompanhe. Noites em que sentimos tudo com uma intensidade tal que parecemos pertencer a um mundo distante...
Beijito.

AC disse...

Marta,
Há momentos em que precisamos ficar apenas com o nosso reflexo nas paredes. E com Bach, claro, cúmplice de toda a confiança...

Beijo :)

Graça disse...

Há noites assim, Marta. E silêncios também.


Que no Ano Novo existam outros amanheceres... e poesia, sempre num brinde à Vida.


Beijo de carinho.