Continuo a ser uma heroina esquecida.
Uma pirata sanguinária e orgulhosa.
Mas hoje vivo só,
amarrada à minha própria fantasia.
Fui abandonada, votada
ao desprezo.
Estou suja e rota,
num palco de memórias gloriosas,
de traições e duelos.
Quem sou eu
e onde me perdi?
Tudo me passa ao lado;
nada está claro nesta minha cabeça
e falar?
Já não sei do que falo.
Viajei até aos confins do Mundo.
Invencível, mas agora
tenho medo...
Foto "Bread and Shutter - Masquerade" de autor desconhecido

5 comentários:
Poema Belíssimo! Parabéns pela escolha!
Ah! Solidão! Eu também vivo só como os meus pensamentos, só eles — Os pensamentos — serão sempre amigos meus, pois sempre acho que viemos ao mundo; solitários e, sairemos dele também solitários. Por isso procuro vivenciar quaisquer mementos que me foram concedidos!
Beijos!...
E quem não tem medo, em especial quando se viaja até aos confins do mundo, e quando se passa ao lado de palcos de memórias gloriosas....
O medo é uma parte de nós que deve estar sempre presente. mas não nos pode limitar...
bjs marta e boa semana!
José
As traições e os duelos fazem parte da vida.
E o medo é apanágio dos inteligentes...
Belo poema, querida amiga. Gostei imenso.
Boa semana, beijos.
O medo faz parte da vida...
Beijito.
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