sexta-feira, 5 de novembro de 2010

CONFINS DO MUNDO

Continuo a ser uma heroina esquecida.
Uma pirata sanguinária e orgulhosa.
Mas hoje vivo só,
amarrada à minha própria fantasia.

Fui abandonada, votada
ao desprezo.
Estou suja e rota,

num palco de memórias gloriosas,
de traições e duelos.

Quem sou eu
e onde me perdi?

Tudo me passa ao lado;
nada está claro nesta minha cabeça
e falar?
Já não sei do que falo.

Viajei até aos confins do Mundo.
Invencível, mas agora
tenho medo...



Foto "Bread and Shutter - Masquerade" de autor desconhecido

5 comentários:

Machado de Carlos disse...

Poema Belíssimo! Parabéns pela escolha!


Ah! Solidão! Eu também vivo só como os meus pensamentos, só eles — Os pensamentos — serão sempre amigos meus, pois sempre acho que viemos ao mundo; solitários e, sairemos dele também solitários. Por isso procuro vivenciar quaisquer mementos que me foram concedidos!

Beijos!...

Sofá Amarelo disse...

E quem não tem medo, em especial quando se viaja até aos confins do mundo, e quando se passa ao lado de palcos de memórias gloriosas....

avlisjota disse...

O medo é uma parte de nós que deve estar sempre presente. mas não nos pode limitar...

bjs marta e boa semana!

José

Nilson Barcelli disse...

As traições e os duelos fazem parte da vida.
E o medo é apanágio dos inteligentes...
Belo poema, querida amiga. Gostei imenso.
Boa semana, beijos.

Secreta disse...

O medo faz parte da vida...
Beijito.