O corpo, tenso, desobedece-me.
Enrosca-se-me e suspira
palavras que não conheço.
Fica alheio às palavras
sobre o Vento,
sobre as Sereias,
e sobre a agonia dos pobres marinheiros.
Na verdade, o que me apetece fazer
é deambular pelo Vento,
escorregar
pela vela erguida de sabre na mão,
perseguir sem dó nem piedade
quem apenas procura
a fama e a fortuna.
Espanto-me, pois não falo
de uma coisa nem doutra.
Somente pequenas histórias
sobre heróis esquecidos -
sereias, piratas, marinheiros....
Mais do que isso,
as palavras enrolam-se,
porque o meu corpo não deixa.
CONTINUA
Foto de Graça Loureiro "Sing me a lullaby" (Olhares)

7 comentários:
Às vezes a razão trava terríveis lutas com a emoção.
Não, não são lutas de convés, de sabre na mão. São apelos profundos, quase irresistíveis, que nos impelem para lá de nós...
Beijo :)
Vamos aguardar...
Saudações poéticas
Excelente!!
Bjs, Marta
São os verdadeiros heróis aqueles que deambulam anónimos pelo vento e trazem na aragem dos dias e das manhãs as histórias tão esquecidas como eles...
.________querida Marta
sempre
o saber______o teu saber
.o sentir.o.tocar.com as palavras...
_____________///
beijO______ternO
hm...
:)
No deambular do vento as palavras enrolam-se...
Fica bem!
José
Enviar um comentário