quinta-feira, 18 de novembro de 2010

PERFEITO DEMAIS





Fico na companhia da chuva.
Á boca de cena,
esquecida da minha deixa,
a percorrer memórias que
só partilhei contigo.

Não as vou escrever na chuva;
nem as vou declamar perante
um público que me considera
..."doida"....

Por ter deixado que desenhasses
o meu corpo...

Mas eu não sei se o corpo
que traçaste e sombreaste
a lápis é o meu.

É perfeito demais...

Foto de A Obolenski (via Facebook)

7 comentários:

AC disse...

Marta,
A sua poesia toca-me sempre, com as palavras, bem cuidadas, a mergulharem no íntimo...
Fico-lhe grato.

Beijo :)

Sofá Amarelo disse...

Nada é perfeito demais quando se fica na companhia da chuva e se desenham contornos a lápis, sombreados com as linhas sedutoras do corpo que se deixa percorrer por memórias partilhadas porque as deixas nunca se esquecem quando a perfeição existe!

Carmem L Vilanova disse...

Querida amiga,

Diante dos olhos do AMOR, existe somente a perfeição... e nada mais!!!
Lindo poema, como é de costume!
Beijos, flores e muitos sorrisos, minha querida!

JPD disse...

Perfeito começa por ser o poema.
Depois -- A utilidade das hierarquias é indiscutível -- o corpo, perfeito ou não, mas ele.
Bjs

Graça disse...

E quando se esquece a 'deixa'...

Gostei imenso deste teu poema, Marta.

Beijinho e boa semana.

alice disse...

há coisas em que a opinião do público emudece... um beijinho, marta*

Secreta disse...

A perfeição existe aos olhos do amor.
Beijito.