Fico na companhia da chuva.
Á boca de cena,
esquecida da minha deixa,
a percorrer memórias que
só partilhei contigo.
Não as vou escrever na chuva;
nem as vou declamar perante
um público que me considera
..."doida"....
Por ter deixado que desenhasses
o meu corpo...
Mas eu não sei se o corpo
que traçaste e sombreaste
a lápis é o meu.
É perfeito demais...
Foto de A Obolenski (via Facebook)

7 comentários:
Marta,
A sua poesia toca-me sempre, com as palavras, bem cuidadas, a mergulharem no íntimo...
Fico-lhe grato.
Beijo :)
Nada é perfeito demais quando se fica na companhia da chuva e se desenham contornos a lápis, sombreados com as linhas sedutoras do corpo que se deixa percorrer por memórias partilhadas porque as deixas nunca se esquecem quando a perfeição existe!
Querida amiga,
Diante dos olhos do AMOR, existe somente a perfeição... e nada mais!!!
Lindo poema, como é de costume!
Beijos, flores e muitos sorrisos, minha querida!
Perfeito começa por ser o poema.
Depois -- A utilidade das hierarquias é indiscutível -- o corpo, perfeito ou não, mas ele.
Bjs
E quando se esquece a 'deixa'...
Gostei imenso deste teu poema, Marta.
Beijinho e boa semana.
há coisas em que a opinião do público emudece... um beijinho, marta*
A perfeição existe aos olhos do amor.
Beijito.
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