sábado, 13 de novembro de 2010

VOZ OFF

Embrulho-me no nevoeiro.
Escapo dos meus próprios segredos.
Sento-me no mistério, que jamais
decifrarei.

A minha voz está "off",
o cabelo húmido,
o corpo inerte.

Sinto frio, muito...
Sinto a falta das tuas mãos.
As tuas mãos sensuais em mim.

Mas estou sem voz para te chamar,
sem coragem para romper a dor
e o frio com que fico
na tua ausência.



Foto de aoao2-d2Zdgtg, "Broken dreams" (DeviantArt)

8 comentários:

AC disse...

A tentação do mistério. O assomo do medo. A evocação do amor como libertação das trevas...
(Gosto sempre, Marta!)

Beijo :)

Luiza Maciel Nogueira disse...

lindíssimo, estou te seguindo!

beijo

Carmem L Vilanova disse...

Querida amiga,
Triste... porém lindíssimo!
Beijos, flores e meus eternos sorrisos!

Sofá Amarelo disse...

O nevoeiro é uma manta que por vezes nos cobre mesmo sabendo que o cabelo ficará húmido e o corpo inerte... e o frio virá depois mas há que ter força para conseguir chamar e romper com o frio de uma vez por todas!

Nilson Barcelli disse...

Quando a voz desaparece, há o gesto... da mão ou do olhar...
Querida amiga, gostei do teu poema.
Beijos.

alice disse...

acredito que a leitura dos poemas tem uma temperatura muito diferente da sua escrita. se ao escrever é frio, ao ler é quente, como este caso :) um grande beijinho, marta*

Secreta disse...

Em silêncio por vezes fazemos muitos apelos.

Fragmentos Betty Martins disse...

.________querida Marta




.nada é mais frio.cortante
_____________que a ausência


.mas


a envolvência das tuas palavras.traduzindo maravilhosamente o poema
tocando duma forma cálida
________os meus olhos


...



_______________///







beijO______ternO