Posso ter pensado
que já escrevi tudo.
Que me repito apenas,
e nada mais resta para escrever.
Não,
nem tudo está escrito.
Não,
não me repito...
Se continuo a gostar de ouvir a chuva
numa noite sem lua....
Dos gritos estridentes das gaivotas....
De música clássica ao fim da tarde....
E amar-te como me sentes.
Aqui,
na cumplicidade total dos corpos...
Foto de João Mateus, "Women another vision" (via Facebook)

7 comentários:
Marta,
E eu continuo a gostar de a ler, aqui...
Beijo :)
A poesia é irrepetível. Porque nunca se corre o risco de dizer a mesma coisa. Para além disso, a interpretação dos leitores é sempre diferente.
Belo poema, querida amiga. Gostei.
Boa semana, beijos.
Nunca tudo está escrito... há sempre mais um pingo de chuva para ajudar a escrever, há sempre mais uma noite onde a Lua espreita por entre as noites mesmo quando parece que a chuva levou a Lua para longe... há sempre música clássica no ar ao fim da tarde e muitas vezes ao nascer do dia... nunca tudo está escrito quando a cumplicidade dos corpos é total!
Amiga mais querida!
É como dizes aqui... Tudo aqui!
Tudo está neste poema que expressa tanta beleza e o sentimento que vai pelo coração...
Lindo como sempre...
Beijos, flores e muitos sorrisos!
Sim, se muito foi escrito e dito, tudo é sempre uma meta por atingir.
Bjs, Marta
Há sempre algo mais do que esse "tudo". :)
Beijito.
Olá marta
Realmente há sempre algo mais para escrever, para dizer... e por vezes repetimos-nos, mesmo em contextos diferentes.
Mas a lua é a terra toda e a chuva é uma bitola que ao entardecer flui na cumplicidade dos corpos.
Um beijo
José
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