sábado, 26 de setembro de 2009

SEM MARGEM (Variações sobre a mesma palavra)



Há muito que não naufrago

no silêncio da tua praia.

Ou espalho o meu corpo

nas gotas

dispersas da tua espuma.

Percorro o tempo lentamente.

Não defino margens.

Olho apenas o silêncio.

De vez em quando,

sinto as tuas gotas,

na tua espuma teimosa,

nas mensagens escritas

no vaivém das ondas.

Depois,

deixo de ter tempo

e procuro-te

nas margens.




Não te espero.

Procuro-te apenas nas margens.

As margens do meu corpo.

Gemendo em noite de tempestade,

rasgando o meu silêncio,

possuindo o meu medo.

Procura-me nos meus passos.

Nem a tempestade os apaga.

Apenas os invade.



Foto "Tristeza a la despedida" de Pifa, Olhares.Com


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7 comentários:

uminuto disse...

Margens.Corpo.Silêncio. Palavras em nós
um beijo

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Poético, intimista, sensual, delicioso. Logo, logo publicamos ambos em nosso Blog.
Obrigada por tudo, Martinha!
Beijos,

Fragmentos Betty Martins disse...

._________querida Marta




PARABÉNS!______a.tua "Minha Página" está LINDA!!!



rasgas o verbo

___________e nasce a poesia____...











beijO_____ternO

avlisjota disse...

Q mar sempre o mar, como é renovador o mar. Musa, maresia enebriante, respiro... fonte criativa.
Espumante disperso nas margens do silêncio desenhando rastos que sonham ao som da sua melodia...

Beijos Marta

José

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Marta:
Amanhã RENOVAR, tenho um poema perfeito. Vai dar casadinha. Cuido de tudo, não se preocupe.
Beijos,

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá Marta, belo poema...Excelente....
Beijos

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Marta:
Já fiz a nossa postagem de amanhã, pois o Daniel ofereceu um poema a vc e a mim.
Beijos,
Renata