terça-feira, 15 de setembro de 2009

DEDICA-ME







Dedica-me,
o teu tempo.
Esse tempo que perdes,
a esculpir-me no ar.
Para que eu seja perfeita.
Vê-me.
Quero que me vejas.
Assim.
Na crueldade da luz.
O meu rosto pálido e cansado.
As mãos inchadas do calor.





(Foto de Haleh Bryan)

(Textos protegidos pelo IGAC - Cópias proibidas)

(Texto já colocado no WAF)

11 comentários:

uminuto disse...

um tempo de amor em belas palavras

Secreta disse...

Um pedido que também faço muitas vezes... e que nunca é escutado...

~~jorge disse...

Marta,

Quase uma sacudidela na alma de quem lê: trocar o tempo da escultura "perfeita" (e nunca real, nunca real) pelo da partilha concreta...
Comovente, na sua reservada delicadeza, o poema.
Gosto muito do gesto final que a escultura faz, para se tornar corpo vivo, sensível: o rosto cansado, as mãos inchadas... Belo! Como os pés de uma bailarina clássica, a realidade, o segredo (a arte) por detrás da beleza do movimento etéreo...

Fique bem, um beijo
~~j

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Disse tudo, Marta, disse tudo... O meu rosto e as minhas mãos, o meu corpo todo, vou confessar, porém, não empalidece, reluz. O brilho do suor do desejo.
Amanhã, publico o 1000 X 100, mesmo sem a sua autorização. Esta semana é sua porque sim.
Beijos, amiga,

FOTOS-SUSY disse...

OLA MARTA, BELO POEMA, SILPLESMENTE FASCINANTE, ADOREI!!!
VOTOS DE UM OPTIMO DIA...
BEIJOS DE CARINHO!!!


SUSY

Benó disse...

No amor tudo é perfeito.
Belo poema, Marta.

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Marta,
amanhã "Antigas", ok?
Beijos,

Andresa disse...

Marta, na ousadia vim te visitar,
atraves do Blog da Renata conheci seu belo escrito, e aqui estou para confirmar.
Tens um lindo blog, com poemas de encantar.
Fica aqui meu parabens e
outras vezes vou te visitar
Bjs
Andresa

avlisjota disse...

Olá Marta belo o teu poema.
Se bem que não penso que se perca tempo e esculpir-te, seja no ar, ou na lua...
o ser humano deve-se vêr, vêr-se como um artista, vê o seu modelo, por dentro e por fora...

beijos

José

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá Marta, belo poema...Espectacular....
Beijos

Sofá Amarelo disse...

A luz muitas vezes é cruel porque destapa a realidade ... e a realidade é o contrário dos sonhos, é dura, imperfeita...