segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

TEMER






Temo pelas palavras
Fiquem novamente enclausuradas
Nesse castelo
Onde o próprio tempo se atrofia

Já não reconheço a minha voz
Há muito que a calei
Mais fácil habitar a sombra

Temo pelas palavras
Que consegui decorar com cores

As cores desse arco-íris
Em nada disfarçam as rugas
Do tempo

Não nega, contudo brilho
Ao sorriso
Ao olhar


(Foto "Caminho" F Monteiro, 1000 Imagens)
(Textos protegidos pelo IGAC)
(Palavra chave do post: Cores)

7 comentários:

Patrícia disse...

Há quanto tempo... A poesia é sempre uma fonte de inspiração, tanto para quem escreve, como para quem a lê.
Devemos falar, não calar o que sentimos só porque não achamos que é a altura ideal.
Se me permites a expressão, "Falar até que a voz me doa".

Beijinhos
Patrícia =)

Nilson Barcelli disse...

Não temas cara amiga. Elas continuarão a saltar nas tuas mãos como pardais... buliçosas e em quantidade.
Mas o poema é muito bom, gostei imneso.
Bom Carnaval.
Beijo.

ParadoXos disse...

retiradas as ligaduras das palavras - depois - não haverá receios - tudo será poesia!
lindo texto


beijos

pin gente disse...

não tenhas medo... o tempo traz as rugas coloridas pela maturidade. as palavras tornam-se sábias, ditas com o brilho do olhar na tremura dos lábios. o ouvido adapta-se de forma a reconhecer a nossa voz.


um beijo grande, marta

Sofá Amarelo disse...

A sombra não é mais que o nosso próprio reflexo, a sombra é mais forte, mais presente do que alguma vez imaginámos... e tememos sempre pelas palavras e pelos gestos... faz parte da cor da alma: temer!

angel bar disse...

Brilho, sorriso, olhar...

Boa Semana.

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá Marta, bela fotografia...belo poema...Espectacular....
Beijos