quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

NA PRAIA COM O VENTO



Escrevo-te
Na praia
Onde te aguardo
Alheia ao vento trocista
Que, a minha aparente passividade
estranha

Aguardo-te
Na praia
Onde, nu e ávido o meu desejo se agita
E, a minha boca, entreaberta, sonha já
Com o beijo prometido
A língua toca os lábios
E recua, triste, desiludida

Aguardo-te.

Na praia, com o vento
Que se enfurece e se afasta de mim
Pois vénias ao seu poder eu não fiz

Vê se chegas antes que o vento regresse
Armado com trovões e relâmpagos
Apenas te quero todo
Lutar contra o vento
Não tenho vontade







(Foto "Canção do Mar" Graça Loureiro, Olhares)
(Todos os textos protegidos pelo IGAC -cópias proibidas
)

6 comentários:

As Chamas do Fénix disse...

Bom dia Amiga...

Passa pelo meu ninho... tens lá um convite espero que aceites...

Uma Grande Chama para ti...Beijos

Patrícia disse...

Não sei porquê mas adorei este poema.
Lutar contra o vento, é como remar contra a maré...

Beijinhos
Patrícia =)

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá Marta, belo poema...gostei muito....
Beijos

pin gente disse...

entrega-te a mim, que sou vento.
que sopro a recusa de te não ter.
que escrevo em letras brancas os meus desejos, imundados de cor.
dispo-me frente aos teus olhos para que veja a minha transparência.
e agito-me.
o meu corpo é um tufão de ar quente.
subo.
desco.
páro sem aviso.
para retomar, no sopro para te ter.


um beijo, marta

Sol da meia noite disse...

Virá o momento em que a praia será um lugar calmo... mesmo que o vento sopre.

Lindo poema.


Um beijinho *

Nuno disse...

Adoro praia, e que belo este teu momento de poesia, lindo.
Bjs grades amiga,
Nuno