sábado, 27 de agosto de 2005

O RIO


O único barulho que está a perturbar a tranquilidade do rio é o do motor do barco que se prepara para atracar no cais.
O vento é frio; faz com que me arrependa de não ter casaco, mas o rio não dá conta do meu desconforto.
Continua a deslizar, sem medos, impávido, sereno e não é difícil de imaginar porque é que a cidade nasceu e se desenvolveu a partir daqui.
Apesar de estar arrepiada, continuo sentada na esplanada, longe de tudo e de todos:
Da zanga familiar que não me diz respeito, mas que lamento!
Do “menino mau” que insiste em impor a sua presença, em intrometer-se em assuntos que não lhe dizem respeito e que exige medidas drásticas!
Eu só penso no que posso continuar a plantar no meu Jardim – talvez a Amoreira (Prudência), a Macieira (Amor), Fetos (Segurança) e alguns Jacintos (Sabedoria).
Sem esquecer, claro está a flor que ilustra o espírito da cidade – a camélia (Nobreza)!

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