segunda-feira, 3 de abril de 2017

O DJ - O NOVO CASO DO INSPECTOR LEANDRO - PARTE III



O Sargento Bernardes fechou a porta e disse:
Muito segura de si, não é ? Será que esconde alguma coisa?” falou mais para si do que para o inspector que lhe pediu:
Investiga as finanças do bar; não é ela quem trata da parte administrativa do bar? Vê o que descobres mais sobre ela e o sócio, Miguel... “
Miguel Fontes” terminou o Sargento “ Vai interrogar agora o barman? Ou vai ver o local?” perguntou.
Manda entrar esse tal Russo!” suspirou Leandro.
O barman não tinha mais do que 30 anos. Era franzino; a camisa branca parecia grande demais para ele. Tinha um olhar vivo, observador e a alcunha vinha do cabelo ruivo.
Depois das perguntas rotineiras (idade, anos de trabalho no bar, etc), Leandro pediu:
Já conhecia este Dj Macabro? O que me pode dizer sobre ele?”
De nome. Pessoalmente, só quando começou a actuar cá. Chamou mais gente...” acrescentou o barman.
Novos clientes? O “Mad” Joe referiu-se à música dele como “magie noire”; o que é que ele quis dizer com isso?”
O Russo riu-se e disse: “ De magia, não tinha nada! Era puro teatro; brincava com luzes, por vezes, aparecia vestido de esqueleto e misturava música clássica com a moderna. O pessoal delirava e só fazia disparates...”
Ele conversava com os clientes? O que é que estes diziam dele? “ Leandro consultou as notas e repetiu: “ O “Mad Joe” também disse que o ambiente é diferente nos outros dias. Mais calmo, mais familiar. Concorda com ele?... Vá lá, Russo, você é o barman e as pessoas falam consigo!” insistiu Leandro ao ver que ele hesitava.
É, era muito arrogante e vaidoso. E, se notava que as pessoas não gostavam da música, tratava-as tão mal que algumas só apareciam cá nos dias em que ele não actua. Com as mulheres... era um verdadeiro biltre!” desabafou o Russo.
OK... Sabe se estava metido em drogas?” perguntou Leandro.
Não, não ouvi falar nada. Se houvesse alguma suspeita, creio que o Miguel não o contrataria. “ Russo bocejou e fez a mesma pergunta do “Mad” Joe:
Vai demorar muito, inspector? Tenho um workshop esta tarde e queria dormir um bocado. 
Leandro fechou o bloco de notas, fez sinal ao Sargento e levantou-se.Não, para já é tudo. Deixe os seus contactos com o Sargento; é natural que haja mais perguntas.” e depois de apertar a mão ao barman, saiu para ver o local do crime.

CONTINUA

1 comentário:

Sofá Amarelo disse...

Verdadeiros cenários muito bem descritos de um perfeito local de crime, o que poderia fazer parte de uma qualquer série de TV policial... excelente descrição das personagens e dos pormenores destas e do local... todos os ingredientes para tirar o fôlego a quem lê...