terça-feira, 18 de abril de 2017

"MAGIE NOIRE" - PARTE II



Espero bem que não... Não aguentaria saber que te fiz isso...

Destruir a minha vida? Ah, não te preocupes comigo... 

Tenho que encontrar uma saída e tenho que o fazer sem a tua ajuda.

És um bom irmão; nunca disseste "não" e provoquei-te tantas vezes.

" Roubei-te" a bicicleta, o carro e sempre que bebia demais, telefonava-te e lá aparecias tu.

Indignado, é certo, com vontade de levantar a mão e bater-me, a dizer que era a última vez, mas eu sabia que era treta. Que o farias novamente, as vezes que fosse preciso!

Desta vez, não é um simples telefonema e levar-me inconsciente para a cama.

Eu matei o Telmo! Dei-lhe um soco que lhe tirou o ar, o fez desequilibrar e bater com a cabeça no balcão.

Um acidente? Achas mesmo que a polícia ia acreditar em mim?


CONTINUA


1 comentário:

Sofá Amarelo disse...

Pois, há acidentes deste género... nas histórias policiais e infelizmente nas vidas reais... mas nestes casos fica sempre a dúvida: não era para acontecer, mas aconteceu... porque um efeito pode ter várias causas e a que descreves é a mais fatal de todas...