quarta-feira, 15 de julho de 2015

BELLA - II PARTE



Percorreu a casa inteira, farejou-o em todas as divisões, mas não o encontrou.
Estranho! ” pensou “ Onde se meteu? “ e voltou para a sala. As luzes já estavam apagadas e a cadelinha resolveu ficar ali entre o sofá e a mesa do café.
O dia seguinte amanheceu cheio de Sol e a cadelinha espreguiçou-se satisfeita. Resolveu ir até à cozinha e ficou apreensiva porque estava deserta. Geralmente, ele já lá estava a fazer café e abria-lhe a porta que dava para o jardim.
Tinha que esperar que alguém aparecesse e Deus queira que não demorassem muito. Precisava mesmo de ir ao jardim e sabia muito bem que a Alice não gostava nada que ela fizesse xixi ali.
Em breve, ouviu a chave na fechadura e precipitou-se ao encontro da Alice que apanhou um valente susto.
Oh, Bella, o que fazes aqui? Porque é que não estás no jardim? “ exclamou mas a cadelinha escapou-se.
Deu uma grande volta pelo jardim, cheirando as rosas e os amores-perfeitos e obrigou o gato da vizinha a subir rapidamente para uma árvore. “ Que ousadia!” disse Bella “ Tens árvores no teu jardim!”
Satisfeita, entrou novamente na cozinha que cheirava já a café. Mas estacou ao ver a dona sentada à mesa, ainda em roupão e a Alice a dar-lhe um abraço.

(Continua)

3 comentários:

Smareis disse...

Boa noite Marta,
Você é uma excelente contista. Deixou-me curiosa desde o primeiro capitulo.
Uma das minha leitura preferida é contos. Sempre digo que ter um cãozinho em casa é aprender com ele o que é a palavra fidelidade. A Bella é fantástica.
Já estou no aguardo dos próximos capítulos.
Um abraço e ótima quinta.

Sofá Amarelo disse...

Na óptica de quem Vê o mundo com simplicidade, tudo é belo e perfeito... basta que as manhãs nasçam com cheiro a rosas e a mores-perfeitos...

Graça Pires disse...

Excelente forma de narrar, Marta. Estou a acompanhar...
Um beijo.